Mineiro de Montes Claros, nascido em 26
de outubro de 1922, Darcy Ribeiro viveu a infância e adolescência na sua terra natal até os 17 anos, quando mudou-se para Belo Horizonte com o objetivo de fazer o
curso de Medicina. Na capital mineira, entretanto, descobriu seu interesse pelas ciências
sociais. Então foi para São Paulo e se formou em Sociologia na USP em 1946.
No ano seguinte foi para o Rio de
Janeiro, então capital do país, para trabalhar ao lado do
lendário Marechal Rondon. Assim começou a realizar pesquisas de campo
para trabalhos etnológicos sobre os índios.
Depois de dez anos convivendo
diretamente com algumas tribos indígenas do Mato Grosso, passou a desenvolver
estudos teóricos de antropologia e publicou os seus primeiros livros sobre a
questão indígena.
Começou a participar de conferências
por toda a América Latina, tratando do tema dos povos nativos. Em 1952, organizou e inaugurou junto com Rondon o Museu do Índio no Rio de
Janeiro. Em seguida participou da elaboração do plano de criação do Parque
Indígena do Xingu, ao lado de outras grandes personalidades da cultura brasileira,
como Noel Nutels e os irmãos Villas-Boas.
Em Genebra, Suíça, através da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), colaborou no processo de identificação e levantamento
das populações aborígenes de todo o mundo. E na UNESCO, em Paris, ajudou na elaboração de um diagnóstico dos problemas das populações indígenas do Brasil.
